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(Parte 2 ) A sua alimentação pode estar desencadeando uma depressão.


(Parte 2 ) Depressão, a doença que lidera o ranking das doenças que incapacitam a sociedade. 

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(Parte 2 ) Conheça um pouco sobre  sua microbiota intestinal e qual relação com depressão ela tem.

   A microbiota é um ecossistema implexo com cerca de 100 trilhões de microrganismos (CAROLINE J, 2017). E o trato gastrointestinal, especificamente, o intestino delgado e grosso são habitados pela maior parte da população microbiana humana, que tem como funcionalidade modular o sistema imune, metabolizar várias substâncias, sintetizar vitaminas, moléculas bioativas e fortalecer a barreira intestinal (CLARA, 2015). A disbiose é caracterizada por uma alteração no equilíbrio entre as bactérias benéficas e patogênicas da microbiota entérica, gerando um crescimento exagerado de microrganismos deletérios (KAMADA, 2013).
  A microbiota intestinal de um adulto é formada por bactérias, vírus e principalmente Firmicutes 64% e Bacterioidetes 23 % (GIOVANNI, 2016; COLHADO, 2012). A função da microbiota intestinal é modular o sistema imunológico, fortalecer a barreira intestinal, dominar a propagação de bactérias patogênicas residentes do trato gastrintestinal, transformação de ácidos biliares, drogas, polissacarídeos não digeríveis pelo jejuno, síntese de vitaminas, enzimas e moléculas bioativas como, ácido gama-aminobutírico (GABA), dopamina, acetilcolina, norepinefrina, serotonina entre outras (GIOVANNI, 2016; LANKELMA, 2015).
    A microbiota intestinal pode ser alterada por diversos motivos: genética, forma de parto, estresse ambiental, físico e psicológico, antibióticos, drogas de radiação e quimioterapia (GIOVANNI, 2016; CLARA, 2015). Já é sabido que mais de 50% das mudanças na composição microbiana intestinal é associada a mudanças na alimentação (ZHANG, 2010) e grandes alterações dietéticas podem modificar a microbiota em questão de dias (DAVID, 2014). Já está bem documentado que dietas com grandes quantidades de gordura e carboidratos simples, a longo prazo destroem a microbiota intestinal, levando a disbiose e elevação da produção de endotoxinas (GIOVANNI, 2016).
    Uma modificação na microbiota intestinal, por fatores dietéticos, ambientais entre outros, podem desencadear uma alteração chamada de Disbiose, caracterizada por um crescimento exagerado de microrganismos patogénicos (KAMADA, 2013). Esse desequilíbrio microbiano pode causar permeabilidade intestinal, que irá induzir um estado crônico inflamatório, podendo modificar a função cerebral, contribuindo para anormalidades comportamentais e cognitivas (CRYAN, 2012).    
    Ocorre uma produção de neurotransmissores através da microbiota, sendo eles, GABA e serotonina, que podem modificar o humor do hospedeiro (BARETT, 2012).  O aumento da permeabilidade intestinal pode induzir a elevação da lipopolissacarídeo (LPS) na corrente sanguínea, levando a uma inflamação, e essa sendo crônica, está associada a diversos distúrbios neurológicos, incluindo depressão (CLARA, 2015). 


Referências: CLARA SEIRA ORIACH, Ruairi C. Robertson, Catherine Stanton, John F. Cryan, Timothy G. Dinan. Food for thought: The role of nutrition in the microbiota-gut–brain axis.2015. Review article. Clinical Nutrition Experimental,Vol.6 Pag.25–38. Ireland. 2016.

NOBUHIKO KAMADA, Graça Y Chen, Naohiro Inohara & Gabriel Núñez. Control of pathogens and pathobionts by the gut microbiota.  Nature Immunology , 2013: 685–690.
SHAN LIANG, Xiaoli Wu, Xu Hu  , Tao Wang  and Feng Jin. Recognizing Depression from the Microbiota–Gut–Brain Axis. Review article. International Journal of Molecular Sciences.  2018 Jun; 19(6): 1592.Published online 2018 May 29.


MARIA CARMEN COLLADO, Maria Cernada,  Christine Baüerl ,  Máximo Vento, e Gaspar Pérez-Martínez. Microbial ecology and host-microbiota interactions during early life stages. Gut Microbes., 2012: 352–365.







Depressão, a doença que lidera o ranking das doenças que incapacitam a sociedade. (Parte 1)

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Depressão, a doença que lidera o ranking das doenças que incapacitam a sociedade. (Parte 1)

Transtornos depressivos são definidos por infelicidade, ausência de interesse ou bom humor, condolências de remorso ou baixa autoestima, sono ou apetite desequilibrado, sensação de fadiga e omissão de atenção (OMS, 2017). A Depressão lidera o topo de doenças que incapacitam os indivíduos na sociedade, 322 milhões é o número de pessoas depressivas a nível mundial (0MS, 2017). No ano de 2015, 11.548,577 pessoas foram diagnosticadas com depressão no Brasil, equivalente a 5,8% da população (OMS, 2017). A Depressão causa morbidade e mortalidade, não só apenas por sua via de suicídio, mas também por aumentar e piorar o prognóstico de doenças crônicas não transmissíveis, como Diabetes Mellitus tipo 2 e Doença Coronariana (KRISHANAN, 2008 ; KALIA, 2005). Na Depressão ocorre uma disfunção cerebral que é essencial para que aconteça o desequilíbrio neurotransmissor. A teoria da deficiência neurotransmissora monoaminérgica requer que humor positivo abrangendo a alegria caminhem de mãos dadas com a serotonina (5-HT), norepinefrina (NE) e ou dopamina (DA), e os sintomas depressivos aparecem quando os níveis desses neurotransmissores estão escassos. Os inibidores seletivos da serotonina (ISRSs) agem vagarosamente e somente causa alívio para uma porção dos pacientes, propondo que ainda persistem outros meios implicados (SHAN LIANG, 2018).

Na parte 2 iremos falar sobre uma doença intestinal que está sendo relacionada com a piora e surgimento da Depressão e seu possível tratamento com a Nutrição.

                        https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15877309
                        https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2721780/






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