As discussões sobre a diversidade de gênero estão longe de chegar ao fim. Enquanto a mão de obra feminina parece ganhar cada vez mais espaço, uma pesquisa produzida pela Hays Executive revela que, na prática, a igualdade está longe de ser realidade. Isso acontece, principalmente, com mulheres em cargo de alta gerência, representadas por apenas 15% entre as 480 profissionais da América Latina ouvidas para o estudo.

Na estatística, apenas 2% ocupam os chamados cargos de nível 1 em suas empresas, como CEO, presidente ou gerente nacional. Marca que coloca o Brasil no posto de segundo País com menos força feminina nos postos de alta performance. O contexto nacional perde apenas para o México, com apenas 11% dos cargos sendo ocupados por elas. “Os números mostram que muitas empresas não ultrapassam a barreira do discurso”, resume a diretora da Hays Executive, Fernanda Siqueira, lembrando ainda que a diversidade não pode ser negada porque o consumidor também cobra uma postura mais igualitária.

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Mas deixar a peteca cair nunca foi uma característica inerente à batalha delas no mercado de trabalho. Segundo analistas de carreira, o público feminino possui um contexto de vida que muitas empresas não aprenderam a lidar de forma assertiva. “Ainda existe uma dificuldade das próprias organizações de como adaptar as diversas funções da mulher. No final das contas, ela não é só profissional, é também mãe, é a responsável da casa e tem outras atribuições dentro da sociedade, fazendo com que os empresários, infelizmente, não saibam trazer mecanismos para que tudo isso funcionar”, destaca o diretor da Grow Consulting, Felipe Mançano.

Capacidade é outro ponto indiscutível, segundo Mançano. É que homens e mulheres, quando devidamente habilitados para uma vaga, podem exercer qualquer função dentro do mundo corporativo e empreendedor. “Elas são diplomatas, embaixadoras e presidente de associação de futebol, como a da Croácia. Então, uma resposta ideal seria dizer que elas podem estar em qualquer área que queiram. No entanto, a realidade mostra que são mais aceitas em áreas de maior interação social e que não sejam ambientes muito masculinizados, como em segmentos muito técnicos e de produção”, completa o especialista, lembrando ainda que, aos poucos, essa visão tende a mudar.
 Fonte: Folha PE
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Tiago Coelho

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